Dobraduras e Mini-agendas

Esse sítio vai para o Wafer e Simões – que são os mestres em criar
micro letras em papel, imprimir e guardar no bolso. Como uma
mini-pocket agenda. Conseguem façanhas, devo admitir, colocando o
telefone de todo mundo lá.
Quando estou no aperto, sempre ligo pro biscoito recorrendo a algum número em sua agenda.

Qual não foi minha surpresa, quando um colega Designerrr (ui!) do estágio não veio tirando onda da agendinha dele. Ri muito:

– Ha! Você está anos luz atrasado, meu chapa!

Mas o estilão e praticidade e multifuncionalidade (?) do parangolé eram surpreendentes.

http://www.pocketmod.com/

O grande pulo do gato é que ele utilizou esse sistema on-line, aí em
cima, que permite a seleção um monte de utilitários além do catálogo
telefônico. Como agendas, verbetes, memorandos, mapas, reza para trazer
a pessoa amada… miniaturiza tudo, formata e gera um documento .PDF
para você, com praticidade e estilo, imprimir e colocar no bolsa da sua
calça Jeans da Levis!

Depois é só tirar onda com seus coleguinhas que ainda estão na era dos Smartphones… :oP

// Igornildo

Videogame é coisa pra Macho!

Video game sempre foi coisa de Nerd?

Sim, e isso era legal, pois sendo um perna de pau nas aulas de educação física, era a redenção o embate no mundo digital. Menos no Decathlon do Atari 2600!

Porém, recentemente um grupo de acadêmicos (acho) criou uma interface que pode equilibrar as coisas:

Seja como for, e o quão tosca se parece, nela você poderá jogar Tetris com os miolos e com os músculos. A mesma interface funciona como um “joystick” compartilhado: os movimentos que auxiliam um podem atrapalhar o outro. O que torna a brincadeira divertida, mas parece que enjoa rápido.

É a desforra dos mais fortões!

// Igor Prata

Tresling

Wikitravel e o caso OpenID

Logotipo OpenID e WikiTravel

 

Quando retornamos de viagem, ficou aquele vazio. Não fizemos um diário de bordo descente, como o Cap. Kirk faria, e não retransmitimos o conhecimento adquirido como gostaríamos. Só para alguns, gatos pingados curiosos que pretendem viajar para lá algum dia.

Pô! Mó subutilização da brincadeira, né?

 

Aí surgiu aquela idéia básica de abrir um Wiki/Blog/Fotolog/Cyberparangolé qualquer para abrigar os registros da turminha (todas daqui para frente), onde cada um poderia logar-se (mais um login em sua maldita vida digital) e escrever do zero (Ai! Do zero é foda, ninguém merece!) sobre o Peru, Bolívia, o cemitério de trens, as lhamas, etc e talz…

 

Não ia dar muito trabalho, não. Levantaria um Mediawiki, como na Wikipedia, é um programa livre mesmo, inventaria um logotipo boboca e ‘setaria’ uma duzia de opções… blá,blé,bli…

 

Mas…

 

A segunda coisa que menos gosto na vida é reinventar a roda. Pô, aí você tem aquele trabalhão, não fica legal e de repente vê que a bodega é um remendão; e que ninguém usa, etc…

Fora o fato de ser seu próprio Frankeisntein de estimação e, naturalmente, rolar um sentimento de paternidade na criação, que faz o seu filhote de coruja parecer tchap-tchura, no fim o bicho acaba sendo inútil mesmo.

Bom (para parecer mais motivado), quase sempre…

 

A segunda coisa que mais gosto? Um login universal:

Nem sei mais onde abrigar tanta conta cadastrada. O Gmail não dá conta do recado de tanto entulho. O Mailnull, que uso para redirecionar os possíveis e-mails maliciosos, também já está abarrotado, acima de qualquer logística.

 

Resolvi desbundar e persegui os métodos de login centralizado que ainda estão na ativa (isso outrora já foi muito perseguido pela humanidade mas agora parece que o conceito caiu por desinteresse). O Openid parecia uma boa, mesmo com poucos serviços o utilizando. A idéia de acessar o e-mail, Blog, Fotolog ou fóruns de discussão, etc com apenas um login é um futuro tentador, não?

Acabou que com essa brincadeira só fiquei com mais uma conta mesmo, e mais uma senha (desta vez fiz uma quilométrica, como recomendam por aí)!

 

A segunda-segunda coisa que mais gosto? Saber que alguém já inventou a roda, passando pelo complexo de Frankestein e tudo mais, e que para usa-la, a roda, basta lançar mão do meu login centralizado.

Foi assim, pelo diretório de serviços cadastrados, que descobri o Wikitravel, um poderoso Wiki de viajantes que possui uma comunidade de usuários em português bem ativa:

http://wikitravel.org/pt/Peru

 

 

O legal é não precisar criar mais um perfil para brincar com ele. Só precisei usar as minhas credenciais (e minha nova e titânica senha, nham-nham!) do My Openid. Como disse, foi este que me indicou o caminho das pedras com o seu diretório de serviços registrados. Outros serviços na Internet, fora o MyOpenid, também utilizam este conceito, e se já for um dos blogueiros do WordPress, por exemplo, pode usufruir de seu login (fulano.wordpress.com) para se identificar nos sítios que aceitam este parâmetro (no campo caracterizado com o íconezinho ID).



Mais sobre a viagem? Procure por lá, oras!

P.S.: Para o Guybrush Threepwood, o segundo maior cara digital que já conheci.

Musicovery

Musicovery

Há algum tempo fiz uma propaganda danada para o Last.fm que funciona como uma espécie de comunidade para ouvintes de músicas.

O conceito era bem simples:
Em uma primeira instância parece uma estação de rádio virtual, como outras. Você, como usuário, seleciona um artista de preferência. O Bob Dylan, por exemplo. Daí o Last.fm monta uma programação baseada na escolha de outros usuários que também curtem o Bob Dylan e o resultado final é bem interessante. Acaba-se descobrindo um monte de Bandas novas, etc. Boa pedida para fugir daquele baralho de figurinhas carimbadas ao mesmo tempo que mantem um estilo musical que lhe agrade.
Não é um robô auto ciente e de bom gosto, que faz cafezinho e tudo mais. É um sistema que cruza dados de uma comunidade de usuários: esta, geralmente por intermédio de um programinha instalado no PC de cada um, preenche o numeroso banco de informações e a estatística dessa preferência pública é convertida em hipótese… Well, o que quero dizer é que as vezes a estação erra feio a programação… o gosto dos usuário acima de tudo é um padrão subjetivo e se mostra deveras eclético quando poucos curtem uma determinada banda, por exemplo. Não era difícil escolher alguém como Chico Buarque e aparecer Foo Fighters no meio. Mas isso no começo do sistema, hoje a coisa se comporta melhor – nada mais natural.

Com um maior povoamento a estória é outra, mas ainda assim critérios tão subjetivos como “quem parece com quem?” na área da música é uma brabeira….

Agora, para montar a sua estação, e você só tem que dizer coisas básicas, como seu estado de espírito? Mais subjetivo ainda a seleção, né?

http://musicovery.com/

O que descobri recentemente foi um sistema com uma linda interface em flash que apresenta a estação conforme 4 critérios:

Energia
Positividade
Escuridão
Calma

Seja lá o que estes significam para cada um, o resultado final é bem interessante. A escolha pode ser toda automatizada, sem uma comunidade, e a apresentação em forma de grafos faz a brincadeira render uma tarde inteira.

“Funciona mais ou menos assim, do lado esquerdo existe um player onde você pode escolher um estilo musical ou então selecionar o rítmo a ser ouvido. Pode ser algo calmo ou mais agitado, positivo ou dark. Aí o site escolhe um artista e começa a tocar. O interessante é que a opção mostrada fica ligada a outros músicos através de uma linha e caso não goste da seleção, basta pular para o próximo a “rede” será toda refeita. Ao acabar uma música, o sistema automaticamente pula para a próxima e assim o processo de descobrimento se torna quase infinito.”

Fonte: Dori Prata
Por MeioBit

Indie Games (parte 1)

Adoro indie. Indie games, então…
Como voltei de viagem e “quinta-a-feira” é meu dia (leia-se, manhã de folga) resolvi retornar aos velhos hábitos. Um deles, o que mais me demandava tempo na frente da tela, era ficar “zapeando” os Blogs que sou fã (melhor, feeder) de carteirinha.

Achei novos jogos muito interessantes. Principalmente quanto ao conceito de física (tratamento de colisão, etc…). Games de amadores (digo, desenvolvedores independentes) tem que ser bom neste quesito, para agradar tanto o jogador quanto facilitar o trabalho de programação (facilitar?).

Bom, e parece que eles gostam muito desta tendência de “user generated” que tanto está em moda. Basicamente, por este conceito, a maior parte da diversão e interações dos puzzles são criadas pelo próprio usuário, restritas apenas pelas leis do jogo e pela condição inicial  da fase, pré-estabelecida.
Outro ponto legal, é a teoria de “Flow”, explicada anteriormente, que envolve até filósofos russos do inicio do Século XX para explicar a brincadeira.

Pois bem, hoje Indie é considerado uma revolução (aceite ou não – e seja lá por qual (ais) motivo (s) isso só aconteceu agora) e simulação de física, agradável ao usuário, e o conceito de “fluir” (o meio termo Zen entre a excitação e a monotonia) são elementos carimbados, tem que estar presente em cada um desses games (um arquivo com tamanho módico para download ou, se possível ser jogável on-line, melhor ainda). O mais legal? Brincar de graça.
Para o programador? Trabalhar por conta própria e ser reconhecido – e, acabar tendo o seu jogo vendido para uma grande softhouse.

Esse vai ser o primeiro “post” de uma série de jogos que vou experimentar e relatar. Aos poucos.
Human Brain Cloud é de uma galera que saiu de 2 grandes Softhouses (a 2dBoy) e recentemente fizeram uma parceria. Este é um produto feito em Adobe Flash. Uma brincadeira de semântica muito interessante. Vale a pena ficar de olho no projeto deles (The World of Goo) que está para sair em breve.

http://2dboy.com/2007/07/02/human-brain-cloud-massively-multiplayer-word-assosication-game/

E para aqueles que nunca entendem o porque da minha palavra mais repetida:

http://2dboy.com/2007/07/16/this-is-what-i-learned-about-humans-interesting-stats-on-human-brain-cloud/

Redes neurais é isso aí..  ;o)
Brasileiro é uma praga na internet. Mesmo num jogo semântico em inglês a quantidade de palavras em português que se encontram no grafo não é brincadeira… :o)

Atraso nas Fotos

Sei que muitos estão a reclamar da falta de atualização no Fotoligor.

Pedimos perdão pela ausência visual de nossa empreitada. Desde que saímos de Potosi as conexões com a internet passaram a ser mais caras e com a banda mais restrita. Sempre me olham com cara feia quando vou espetar alguma coisa na USB dos computadores. Como uso a suite de programas do Portableapps para me precaver, a confusão fica dobrada e o meu portunhol não ajuda nas oras de aperto, quase sempre tenho que me malocar atrás do computador para encontrar uma conexão livre.

 A democratização da informática aqui é um assunto a parte. É incrível como funciona:

– Cada cidade, nos altiplanos ou nas planícies, por menor que seja, possui uma (ou mais!)  lojinhas de acesso a internet (como cibercafés mas que só disponibilizam o acesso digital) cobram preços equiparadamente baratos (chegamos a conectar por 2 Bolivianos a hora – detalhe, R$1,00 = 3.60 bs). E a galera toda fica conectada, muitos acessam e-mails e sítios de noticias diversos, outros ajudam as Cholas a bater papo pelo MSN Mensager, etc…

O problema é que nossa jornada mochileira acaba de se deparar com locais mais turísticos demais, onde os quiosques de acesso são direcionados para os grigos, nós. Conclusão: estamos desembolsando absurdos 12 bs por uma hora de conexão.

Por isso posso dizer que este é o post mais caro de “mi vida”.

Hoje e amanha nos desplugaemos por um tempo. Acamparemos na Isla del Sol e, em seguida, correremos (ooops, isto tem um significado meio pejorativo em espanhol) para Puno e iniciaremos a investida Peruana. Pena, estávamos acostumados coma vida aqui e sentiremos muita falta.

O Titicaca é um marzão, é difícil acreditar que seja de água doce (cristalina). Não existem mais barcos de Copacabana (é, a original) até Puno – iremos numa frustrante viajem de ônibus. Lá passaremos uma noite, provavelmente, e pegaremos o Trem até Cuzco.

 Do último Post até aqui o roteiro foi o seguinte:

Curtimos o deserto de Sal e o Elmo mostrou novas habilidades “dançarínicas” – o Moonwalking que ficou conhecido aqui como Saltwalking. Pegamos mais um trem – 7 horas – muito mais limpo do que o Trem da Morte – até Oruro. Em Oruro – cidade que não possui muitos atrativos além de seu carnaval – corremos até o terminal rodoviário em um taxi, que custou apenas 8bs, e pegamos o primeiro ônibus até La Paz. Em La Paz, e isso não contei a te agora, Reiko-sensei nos incumbiu de uma missão: entregar uns omiage para a Consulesa do Japão – nem preciso dizer que quase causamos um incidente diplomático com nosso precário Nihongo. Mas, fora isso, fomos muito bem recebidos e acabou que conhecemos a Cidade inteira graças ao seu marido – um simpático médico boliviano. Ele nos deixou na boa, num ponto de vans para Copacabana que cobravam apenas 17 bs pela viagem. Chegamos aqui anteontem depois de navegar por um estreito, de balsa. Emfim, atravessamos metade da Bolívia em menos de 24 horas. Vai ser mochileiro amador assim na China! Estávamos mortos e por isso estamos curtindo tudo com muita calma (e gastos) agora, por aqui.

Cemiterio, por do sol e outros parangoles

Acabamos de voltar de uma das coisas mais funestas que pode acontecer com o seu Ferrorama da Estrela. O cemitério de Trens de Uyuni eh mo barato. Ele se encontra ao final da cidade. Final uma ova, ele esta há alguns quilômetros daqui, seguindo pela linha férrea ate uma bifurcacao na boca do deserto.

Medonho e emocionante, a historia férrea da Bolívia eh contada linearmente e cronologicamente la. Começamos vendo vagões que ate pouco (sendo gentil, já devem estar la há décadas) transportavam cholas para cima e para baixo dos Andes. Depois vemos vagões tanque que fizeram de tudo para escoar as reservas naturais deste pais. Contamos piada N (simpática maneira para definir o Robby no. 1 daqui – Ah! quem da turma não gosta de uma piadinha Nerd) em cima de vagões que mais pareciam caixões fúnebres e, ao final, coincidimos, com um derradeiro por-de-sol, as mães – locomotivas a vapor dispostas e despojadas de suas partes mais valiosas (recicláveis) ate a ultima, uma imponente matrona de aço que de tao depenada só lhe sobrava o esqueleto e sua crepusculal sombra. Quarteirões e mais quarteirões que fariam o Simões pular feito pinto no lixo.
Volta noturna a nosso Alojamento num frio de lascar, amanha vamos ao Salar (a tal fantástica lagoa de sal que comentei no ultimo post)

Sobre as trivialidades do dia: as brotoejas ainda não sumiram de minha canhota perna – mas pararam de cocar – o desjejum foi num barzinho debaixo do coreto da praça principal da cidade – e vocês sabem como eu gosto de coreto, acho um absurdo não construírem mais por ai – onde conhecemos uns Bascos (pode escrever assim?), gente fina, bem politizados – para variar, o tema abordado foi a gestão do Lula como presidente – Nossa, como comentam isso por aqui! Não os bolivianos, os estrangeiros (uns dez já mandaram a mesma pergunta, franceses, catalães…)

Bom já nos habituamos com a dieta daqui, nada como comer no mercadinho central – eh batata, toda cidade tem um. Sabem, a comida boliviana (dos altiplanos) não e tao ruim como picham, só tem de ter o mesmo instinto que temos quando vamos comer … sei la, ai no centro da Cidade.

Sabrina esta matando – melhor, chacinando – as saudades com os pais agora e o Elmo desapareceu no meio da noite (espero que ele não esteja criando uma sociedade paralela – nesses tempos de parca IFS sentimo-nos sós).

Ah! A cachorrada daqui, já ia me esquecendo de escrever sobre eles. No Uyuni existe uma organizacao, sei la, que beira a idolatria a essa bicharada. Acho que ninguém tem bicho de estimacao aqui – todos são vira-latas, soltos ao léo. Por exemplo, tem um poodle mais encardido que meu casaco dormindo debaixo do computador que estou a escrever, num dos estabelecimentos mais tecnolux das redondezas. Eles tem passe livre em qualquer lugar, muito louco o lance. Cada um porta um lacinho ao redor do pescoço, como já tive a chace de ir ate o extremo da cidade a pé, deu para notar que cada grupo de quarteirões tem seus caninos com laços de cores diferentes. Como gangues, que não se misturam. Parece que o Estado conseguiu se meter na selecao natural – na definicao de habitat de cada especie de bicho por aqui. Ao comentar sobre a não-existencia de felinos, eis que o Elmo leva um susto ao ver um sinistro (e único) gato no quarteirão – la cachorro algum metia o focinho. Predador?
Agora chega, meu nariz rachou com o frio e ta incomodando pra chuchu.

Ate amanha…
P.S.: Ainda sem entender como fazer os acentos e cedilhas funcionarem neste parangolé sem a ajuda do corretor do Gmail.